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Curso capacita pessoas trans para atuar como assistentes de cozinha

Projeto do MPT “Empregabilidade Trans – Cozinha & Voz” está em sua 2ª edição. A primeira versão foi capaz de incluir 70% dos alunos no mercado de trabalho

Brasília – Transexuais e travestis terão a oportunidade se preparar para ingressar no mercado de trabalho como assistentes de cozinha. O projeto do Ministério Público do Trabalho (MPT) “Empregabilidade de Pessoas Trans – Cozinha & Voz”, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), vai capacitar, em São Paulo, a partir desta semana, pessoas trans de modo a direcionar e facilitar sua inserção neste setor do mercado de trabalho.

A iniciativa, que está em sua segunda edição, conta também com a participação da Casa 1, Instituto Nice, Txai Consultoria e Educação, Grupo Educacional Hotec e Casa Poema. O programa do curso de assistente de cozinha foi elaborado pela chef de cozinha e empresária Paola Carosella, juntamente com o Grupo Educacional Hotec.

A procuradora do MPT Valdirene de Assis explica que a ação promove a inclusão de um grupo historicamente marginalizado no mercado de trabalho. “A população trans do Brasil padece de invisibilidade. Em espaços como o mercado formal de trabalho, nós praticamente não as vemos. Por isso, ações como esta são muito importantes. Os resultados da primeira edição deste projeto, por exemplo, são muito satisfatórios: 70% dos alunos estão empregados”, frisou a procuradora, que também é a atual coordenadora nacional da Coordenadoria de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Combate à Discriminação no Trabalho (Coordigualdade) do MPT.

Os participantes também terão acesso a um curso de poesia ministrado pela poetisa, escritora e atriz Elisa Lucinda e pela atriz e diretora Geovana Pires, por meio da Casa Poema. O objetivo é promover um desenvolvimento intra e interpessoal dos alunos, de modo facilitar sua inserção no mercado de trabalho.

Além de São Paulo, outras cidades contarão com projetos similares. No Rio de Janeiro, em Goiás e no Pará, as Procuradorias Regionais do Trabalho já se organizam, para, no segundo semestre deste ano, ofertar cursos nos mesmos moldes também voltados para mulheres e homens transexuais e travestis. Já na Bahia será ministrada a mesma capacitação para outro público: jovens negras e negros na comunidade Calabar, em Salvador.

Confira o vídeo de divulgação da 1ª edição do curso

O curso – Para esta edição, foram criadas duas turmas – uma composta por 19 pessoas que terão acesso ao curso de assistente de cozinha e de poesia, e uma com 13 alunos que terão apenas aulas de poesia.

Para o curso de assistente de cozinha foram selecionados interessados em trabalhar no setor. São nove aulas, ministradas ao longo de dois meses, em que serão abordados diversos temas, desde técnicas práticas de preparo e cozimento de uma diversidade de alimentos – como vegetais, carnes, massas e bolos – até informações sobre o mercado de restaurantes, hotéis e hospitalidade. Já o curso de poesia tem duração de quatro dias.

Serão fornecidos certificados aos participantes. Na primeira edição do projeto, realizado no segundo semestre de 2017, receberam o certificado 23 pessoas transexuais e travestis.

Pessoas trans e o mercado de trabalho – A empregabilidade da população trans é uma das prioridades do MPT, que promove esforços por meio da Coordigualdade. Devido ao preconceito e à baixa escolaridade, grande parte das pessoas trans não consegue uma oportunidade no mercado de trabalho.

Mesmo as graduadas e aptas a exercerem uma profissão de alto desempenho, por vezes, são recusadas por sua identidade de gênero, o que as leva muitas vezes para a prostituição. Segundo estimativas da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 90% das travestis e transexuais brasileiras se prostituem. Um dos principais motivos é a expulsão de casa cedo, com 12 ou 13 anos de idade, momento em que geralmente começam a revelar sua identidade de gênero.


Fonte: Ascom PGT

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