Fundação e Instituto Butantan aderem ao Pacto Ninguém se Cala
Iniciativa do Ministério Público do Trabalho e Ministério Público do Estado de São Paulo é voltada ao combate à violência de gênero e assédio
São Paulo, 14/09/2026 - Na sexta-feira, 11/09, o Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP) e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) formalizaram a adesão da Fundação Butantã e do Instituto Butantã ao Pacto Ninguém se Cala, com a assinatura do Termo de Cooperação em que as entidades se comprometem a adotar ações preventivas e educativas para o enfrentamento da violência, do assédio de gênero e da cultura do estupro em seus espaços.
Ao celebrar a ocasião, o procurador do Trabalho Marcos Gomes Cutrim, que representou o MPT em São Paulo, lembrou que a sociedade tem o dever de combater todas as formas de assédio contra a mulher. “Combater a cultura do estupro, termo usado pela Organização das Nações Unidas para abordar as maneiras pelas quais a sociedade culpa as vítimas e normaliza o comportamento sexual violento dos homens, combater o assédio de gênero em diversos ambientes, sejam eles públicos, privados, educacionais, culturais ou esportivos, é essencial para garantir direitos humanos fundamentais e construir uma sociedade segura e igualitária”, ressaltou.
Para o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, o enfrentamento à violência contra mulheres precisa ser uma pauta de toda a sociedade, incluindo principalmente aquelas pessoas em posição de chefia nos ambientes profissionais. "Questões de assédio e violência contra mulheres costumavam ser tratadas como de interesse apenas feminino. As chefias precisam se manifestar diante de piadas e comentários ofensivos que tenham mulheres como alvo”, afirmou Oliveira e Costa, salientando: “ao dar apoio ao Pacto Ninguém se Cala, o Butantan dedica ao tema a mesma lógica aplicada à ciência: "aquilo que causa dano não é escondido, e sim enfrentado".
Dedicados ao avanço nas pesquisas, na difusão cultural e na agilidade em produzir soros e vacinas, a Fundação e Instituto Butantan elevaram a 130 o número de parceiros do Pacto Ninguém se Cala, iniciativa que nasceu para proteger o público feminino em espaços de lazer, como bares, baladas, restaurantes e casas de espetáculos.
O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, lembrou que a entidade conta com plataforma para o registro de denúncias e oferece suporte emocional especializado às colaboradoras vítimas de violência ou assédio. "Promovemos uma cultura de respeito para prevenir abusos", registrou.
Promotora de Justiça na Casa da Mulher Brasileira, Juliana Tocunduva lembrou que violências contra mulheres não acontecem apenas em ambientes domésticos, mas também em locais públicos e de trabalho. "E muitas vezes essa violência se dá de maneira silenciosa, na forma de assédio, discriminação e constrangimento", alertou.
Na visão da também promotora Flávia Merlini, a Fundação e o Instituto Butantan reafirmaram um compromisso público com a dignidade humana, igualdade de gênero e a construção de espaços seguros para as mulheres.
Compuseram a mesa de cerimônia o subprocurador-geral de Justiça Criminal, Ivan Agostinho, o diretor executivo da Fundação Butantan, Saulo Nassif, e o diretor jurídico da entidade, Flávio Barbarulo Borgheresi. Acompanharam a cerimônia também o secretário-geral da Procuradoria-Geral de Justiça, Alexandre Mourão, a chefe de Gabinete da Subprocuradoria-Geral de Justiça Criminal, Sultane Rubez Jeha, e o representante da Associação Paulista do Ministério Público Fernando Pereira da Silva.
Também nesta sexta, Oliveira e Costa visitou o Centro Administrativo, a área fabril, a biblioteca científica, o Museu Biológico, o Museu da Vacina e o Laboratório de Ecologia e Evolução, todos integrantes do Instituto Butantan.
