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Projeto "Gente não se vende" conquista primeiro lugar no Prêmio CNMP 2020

Outros dois proejto do MPT também foram premiados. O MPT Cosmos ficou em segundo lugar na categoria Tecnologia da Informação, e na categoria Transformação Social, foi premiado o projeto Ubuntu.

 O projeto “Gente não se vende: a atuação do MPT no enfrentamento ao Tráfico de Pessoas”, do Ministério Público do Trabalho (MPT), conquistou o primeiro lugar na categoria Transformação Social do Prêmio CNMP 2020 na tarde desta quinta-feira (12). Na mesma categoria, o Projeto Ubuntu garantiu o terceiro lugar à instituição e a iniciativa “MPT Cosmos” ficou em segundo lugar na categoria de Tecnologia da Informação. O Prêmio CNMP tem como objetivo dar visibilidade às ações do Ministério Público brasileiro que contribuem para a melhoria dos serviços prestados à sociedade. Os projetos vencedores se destacaram na concretização do Planejamento Estratégico Nacional.

Em razão da pandemia, o resultado foi divulgado por meio de cerimônia virtual, transmitida pelo canal oficial do CNMP no Youtube.

Conheça os projetos finalistas do MPT da edição do Prêmio CNMP 2020:

Gente não se vende: a atuação do MPT no enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - Faz parte da atuação do MPT no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Dentre as iniciativas, a campanha nas redes sociais “Todos Contra o Tráfico Pessoas” promoveu debates e a capacitação de pessoas com perfil de vulnerabilidade. Além disso, com a parceria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi possível realizar de diversas ações, como seminários e eventos gratuitos, que tratavam de vários aspectos do tráfico humano.

A procuradora do MPT Tatiana Leal Bivar conta que o projeto tem atividades contínuas executadas por procuradores e procuradoras do Trabalho, que desenvolvem ações para enfrentar o tráfico de pessoas. “É um projeto que não se esgota em uma única ação, pois reconhece que enfrentar um fenômeno tão complexo exige parcerias e articulações com outros órgãos, com universidades e com a sociedade civil”, afirma.

MPT Cosmos - Foi instituído para atender a necessidade de padronização dos sistemas administrativos e do Processo Administrativo Eletrônico, com foco na transparência e eficiência das atividades administrativas das unidades da instituição. Fabiola Basset Figueiredo, Gerente Executiva do Projeto Cosmos, explica como funciona esse modelo: “A otimização se dá por meio do Mapeamento de Processos, que moderniza os fluxos e as rotinas; pelo Sistema de Gestão, que desenvolve os sistemas administrativos e pelo o Processo Eletrônico, que é por onde nós tramitamos todas as informações do MPT”.

Projeto Ubuntu - Contou com a proposta de promoção do trabalho digno para a Comunidade do Grotão (TO), quilombo remanescente que é hoje composto por 20 famílias. A iniciativa garantiu água potável à população, que vivia de agricultura de subsistência bastante precária. Assegurou ainda atividades de associativismo, cultivo e comercialização de produtos na comunidade.

Cecília Santos, procuradora do MPT, relata que muito quilombolas retornaram às terras para poder fazer parte do projeto: “Já tinham abandonado a terra, procurado empregos precarizados na cidade”. Hoje, a comunidade vive uma experiência de sustentabilidade, trabalho decente, cultura e ecologia.

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