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Catadoras de recicláveis contam histórias de vida com base na obra de Maria Carolina de Jesus

Projeto Quarentena da Resistência realiza oficinas de escrita criativa com 20 trabalhadoras que resultará em livro

São Paulo, 21 de julho de 2020 – Em encontros semanais virtuais, 20 catadoras de recicláveis da Cooperativa Central do ABC (Coopcent ABC) vêm utilizando desde junho deste ano o processo de escrita criativa para narrarem suas histórias de vida. O projeto Quarentena da Resistência, parceria entre a Coopcent ABC, o Ministério Público do Trabalho em São Paulo, a Organização Internacional do Trabalho e a Festa Literária das Periferias (FLUP) fomenta a troca de saberes e experiências de vida entre as catadoras com base na obra “Quarto de despejo”, da escritora negra Maria Carolina de Jesus. Conta também com o apoio da Universidade Federal do ABC.

A orientação dos encontros por videoconferência fica por conta de Eduardo dos Santos Coelho, professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do projeto de extensão “Laboratório da Palavra”. Os primeiros resultados podem ser conferidos no vídeo:  https://www.youtube.com/watch?v=guSxKy5IY0I&feature=youtu.be

Para participarem das oficinas, as 20 mulheres vêm recebendo como ajuda de custo uma bolsa de R$ 385,00 mensais, além de cesta básica de produtos alimentícios e de limpeza (as cestas básicas foram estendidas aos 180 integrante da Coopecent). Além do apoio financeiro, considerado necessário já que no período de pandemia as trabalhadoras das cooperativas tiveram suas rendas muito reduzidas ou eliminadas, elas receberam também exemplares do livro “Quarto de Despejo: diário de uma favelada”, de Carolina de Jesus.

Um dos principais resultados do projeto será um livro contendo as narrativas das catadoras participantes, cujo lançamento está previsto para ocorrer em dezembro de 2020.

Em meio à pandemia, o projeto tem como objetivo fortalecer o grupo por meio das oficinas de escrita e contação de história.

Júlio Ludemir, um dos criadores da Flup, afirma que "mais do que pelo ofício, essas mulheres se aproximam de Carolina pela compreensão do próprio valor, por um desejo absoluto de narrar suas vidas para que seus exemplos ajudem os outros a estarem sempre se superando, como elas o fazem diante de todo e qualquer desafio".

"São mulheres incríveis que narram histórias de luta, superação e conquistas. Esperamos que a sociedade brasileira tenha a oportunidade de ouvi-las, compreendê-las e valorizá-las, pois elas também são 'Carolinas de Jesus' que labutam diariamente pelo direito de serem respeitadas", destaca Sofia Vilela, procuradora do Trabalho na PTM de São Bernardo do Campo.

 O MPT realiza parceria com a FLUP desde o ano 2017. "Esse ano a possibilidade de levar a literatura e produção da escrita a essas mulheres potentes é uma ação transformadora, pois estabelece conexões diretas com suas realidades e a vida e obra de Carolina,  desencadeando novos olhares e perspectivas sobre o mundo, a vida e o trabalho”, arremata a procuradora do Trabalho Elisiane Santos, do MPT-SP.

Imagem - Braskem

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